segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O PORTAL DAS LETRAS (1) - LER E CRESCER

RODA DE LIVROS
Desde o início de 2010 tenho emprestado alguns livros para adolescentes da escola onde trabalho atualmente. Estes livros tratam de temas ligados ao seu cotidiano e foram escritos por pessoas que contam histórias ligadas às suas dúvidas e inquietações, alegrias e tristezas, expectativas e descobertas, além de outras experiências que fazem parte da vida deles e de cada um de nós.

O primeiro livro a ser entregue foi o de Gabriel, o Pensador “Diário Noturno”, seguiram-se “Depois daquela viagem” de Valéria Piassa Polizzi , “Feliz Ano Velho” de Marcelo Rubens Paiva, “Com licença eu vou a luta” de Eliane Maciel, e “Confissões de Adolescente” de Maria Mariana.


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http://www.overmundo.com.br/overblog/o-portal-das-letras-1-ler-e-crescer

O PORTAL DAS LETRAS (1) - LER E CRESCER

Divulgação

Zezito de Oliveira · Aracaju, SE
29/1/2011 · 2 · 7
RODA DE LIVROS
Desde o início de 2010 tenho emprestado alguns livros para adolescentes da escola onde trabalho atualmente. Estes livros tratam de temas ligados ao seu cotidiano e foram escritos por pessoas que contam histórias ligadas às suas dúvidas e inquietações, alegrias e tristezas, expectativas e descobertas, além de outras experiências que fazem parte da vida deles e de cada um de nós.

O primeiro livro a ser entregue foi o de Gabriel, o Pensador “Diário Noturno”, seguiram-se “Depois daquela viagem” de Valéria Piassa Polizzi , “Feliz Ano Velho” de Marcelo Rubens Paiva, “Com licença eu vou a luta” de Eliane Maciel, e “Confissões de Adolescente” de Maria Mariana.

O início com Gabriel, o Pensador, deu-se em razão da compra do livro que eu e minha companheira fizemos para dar de presente de aniversário ao filho de uma amiga. Como ele já tinha sido contemplado com um exemplar o presente ficou na estante durante uns três anos e, no início do ano letivo de 2010, tive a idéia de emprestá-lo para alunas (os). Como contrapartida, foi solicitado que escrevessem sua opinião, com no minimo 10 linhas, abordando o que gostou e não gostou , o que aprendeu, passagens marcantes e outros aspectos do livro que julgassem interessantes.

Ainda sobre o livro de Gabriel, o Pensador, vale lembrar que o primeiro contato que tive com ele se deu quando, em 2005, foi realizado o seu lançamento aqui em Aracaju, através do circuito cultural Banco do Brasil. Na ocasião, na companhia de quatro alunos (as), tive a oportunidade de saborear a leitura de alguns trechos pelo próprio autor e de ouví-lo responder às perguntas dos adolescentes sobre o processo criativo, a vida pessoal e a carreira artística do autor.

Em seguida, adquiri com um vendedor de revistas usadas o título “Depois daquela viagem”, pelo módico preço de R$2.00 “ A história de uma adolescente que contraiu aids através de relacionamento sem preservativo com o namorado” , que despertou interesse imediato nos alunos e foi e ainda é, bastante disputado.

Quanto aos livros “Feliz Ano Velho” e “Com licença eu vou a luta” estes foram adquiridos através de um acaso. Mas, será que foi mesmo um acaso? A história foi assim: Em um dos dias de novembro de 2010, marquei uma reunião com uma amiga psicóloga para tratarmos de assuntos referentes às rodas de danças circulares e, na saída, ela me disse que estava com uma caixa de livros para doação e separasse alguns que me poderiam ser úteis.

Para mim, foi uma alegria poder re(encontrar) exemplares de “Com licença eu vou a luta” e “Feliz Ano Velho”. Quem adolesceu e juvenesceu em fins dos anos 70 e meados dos 80 sabe o quanto estas obras significaram para os jovens da época.

Já “Confissões de Adolescente” é uma obra que merece destaque à parte, pois, ao contrário dos demais livros, este foi (re)adquirido em um site de livros usados. A versão audiovisual desta obra, produzida pela TV Cultura nos anos 90 do século passado, foi exibida aos alunos e, diferentemente dos outros livros, foi solicitada a apresentação de um resumo de cada programa valendo nota, ressaltando o que gostou e não gostou, o que aprendeu, passagens marcantes e outros pontos que julgassem relevantes.

O nível de repercussão e de interesse correspondeu às minhas melhores expectativas. Acompanho o alto grau de satisfação despertado por Confissões de Adolescente desde a década de 90, quando, ainda estudante e voluntário em um projeto de arte-educação popular no bairro América (Aracaju), sugeri a aquisição de um VHS com três episódios.

Decorrido mais de uma década, pude adquirir uma caixa de DVD´s contendo todos os episódios da fase principal da série, a preferida por todos nós: o pai, a mãe, a filha adolescente e o filho que, ainda criança, não perdia um programa, bem como, ainda hoje, as diversas reprises a que a irmã mais velha, volta e meia, assiste.

E a roda de livro em 2011???

Manteremos o foco no tema e no objeto principal: Obras de literatura de todos os gêneros com o olhar dirigido para o mundo adolescente e juvenil.

Pretendemos compartilhar informações com iniciativas semelhantes, principalmente através da net. O blog produção cultural nas escolas e do Orkut de História, em termos gerais, e o portal Overmundo, em algumas situações especificas, serão utilizados como espaço de postagem de textos, fotos e vídeos sobre livros e autores, bem como resumos elaborados pelos adolescentes e jovens leitores.

Em termos operacionais pretendemos prosseguir com os empréstimos, mantendo um cadastro organizado de cada adolescente/jovem leitor, um resumo de cada livro, e solicitando com mais firmeza a contrapartida de uma opinião resumida sobre o livro.

Aos poucos, tentaremos adotar uma ou outra obra para um estudo mais sistemático sobre fatos relacionados ao cotidiano juvenil e/ou história do Brasil e, ainda, como suporte para trabalhos de criação, envolvendo audiovisual, teatro, dança, artes plásticas, música, fotografia e etc.

Quem quiser/puder colaborar pode, dentre outras possibilidades:

Sugerir nome de livros para esta iniciativa.
Doar livros ou DVDs com adaptações literárias. Uma opção interessante é comprar através de sebos, inclusive os virtuais.
http://www.estantevirtual.com.br
http://www.sebosonline.com
Realizar ou propor iniciativa semelhante junto a crianças, adolescentes e jovens da família, do bairro, do condomínio e da escola.
Dica importante: Oferecer vários livros como sugestão para quem já está iniciado no hábito da leitura. Para aqueles que não gostam de ler , as estratégias exigem mais estrutura pedagógica e estética, que necessitam de mais políticas públicas nas áreas de educação, cultura e comunicação."
Escrever para a fundação Padre Anchieta solicitando a retomada da série Confissões de Adolescente com temas característicos dos tempos atuais. Ex: internet e novas tecnologias, aquecimento global e desastres ambientais, pedofilia, consumismo, fundamentalismos religiosos, políticos e étnicos, homossexualismo, cultura de massa juvenil, consumo do crack e drogas sintéticas, liberação do consumo da maconha e etc...


Dedico esta iniciativa aos queridos Milton Coelho e Frei Betto, o primeiro, comunista, o outro, cristão, mas ambos incansáveis no incentivo à boa leitura, por que sabem que lendo homens e mulheres se tornam melhores.

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O Mundo conectado à Arte e Sergipe ligado no Mundo

O texto foi produzido já há algum tempo.. mas como certas idéias são atemporais vale compartilhar com os overmanos

Um público com um traço inevitável: a diversidade. Pessoas de vários cantos do mundo, com histórias e visões diferentes. Em comum, a pergunta: “como a arte pode transformar beneficamente realidades?”. Na certa houve inúmeras respostas nos dias 17 ao 25 de julho, período do “VII Congresso do IDEA Abraçando as Artes de Transformação: Viva a Diversidade! Viva!”, em Belém (PA). E é de lá, do Norte do País, que um sergipano concedeu a entrevista abaixo por telefone. Zezito de Oliveira foi convidado para apresentar a interessante experiência do Projeto ECARTE que, nos anos de 2002 a 2006, realizou oficinas de teatro, dança e discussões sobre o Estatuto da Criança e Adolescente com adolescentes do conjunto Jardim, periferia da região metropolitana de Aracaju.

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http://www.overmundo.com.br/overblog/o-mundo-conectado-a-arte-e-sergipe-ligado-no-mundo

O Mundo conectado à Arte e Sergipe ligado no Mundo

Zezito de Oliveira
Grupo de Marujada São Benedito (Bragança-PA)
1
Thiago Paulino · Aracaju, SE
8/10/2010 · 46 · 12
O texto foi produzido já há algum tempo.. mas como certas idéias são atemporais vale compartilhar com os overmanos

Um público com um traço inevitável: a diversidade. Pessoas de vários cantos do mundo, com histórias e visões diferentes. Em comum, a pergunta: “como a arte pode transformar beneficamente realidades?”. Na certa houve inúmeras respostas nos dias 17 ao 25 de julho, período do “VII Congresso do IDEA Abraçando as Artes de Transformação: Viva a Diversidade! Viva!”, em Belém (PA). E é de lá, do Norte do País, que um sergipano concedeu a entrevista abaixo por telefone. Zezito de Oliveira foi convidado para apresentar a interessante experiência do Projeto ECARTE que, nos anos de 2002 a 2006, realizou oficinas de teatro, dança e discussões sobre o Estatuto da Criança e Adolescente com adolescentes do conjunto Jardim, periferia da região metropolitana de Aracaju.

- Cite três aspectos mais relevantes que você destacaria no IDEA 2010?

A abertura foi muito bonita, vários grupos do Pará estavam presentes: marujada, carimbó, grupos indígenas. Na chegada, senhoras erveiras davam banho de cheiro nos participantes. Primeiro destaque foi como fizeram a programação através de oportunidades onde as pessoas na abertura das conferências e rodas de diálogo podiam entrar em contato com as outras através de uma forma de comunicação para além do código verbal, utilizando gestos, movimentos, olhares e afetos. Em um dia foram técnicas do teatro do oprimido [Teatro desenvolvido por Augusto Boal que utiliza a platéia como personagem e que tem como objetivo democratizar o teatro para realidades desfavorecidas]. Em outros dias, foram técnicas de mimica e ginástica oriental, coordenada respectivamente por jovens da Tailandia e de Hong-Kong, este último por um rapaz excepcional, de um grupo de Hong Kong, que possui um trabalho junto a pessoas portadoras de necessidades especiais. Outro aspecto foi a imersão nas comunidades. Cada participante poderia escolher um roteiro para vivenciar uma experiência envolvendo arte-educação em comunidades ribeirinhas, nas pequenas ilhas. E um terceiro aspecto importante foi o contato com demais países. Da Europa vem a maioria, pelas condições óbvias, mas veio muita gente da Ásia e também da América Latina e da África. Esse último continente em menor quantidade, em razão das dificuldades de captação de recursos junto a cooperação internacional, em razão da crise financeira internacional de 2008/2009

-O que você pode trazer de positivo para o trabalho realizado em Aracaju?

O sentimento de coragem do pessoal que trabalha com situações de violência. Como agentes culturais do Zimbábue que enfrenta o próprio governo local e já tiveram integrantes de seus grupos presos. Outro caso interessante foi de uma jovem colombiana Julia Escobar, coordenadora da ONG Caixa Lúdica da Guatemala mostrando o que gerou a Rede Guatemalteca de Arte Comunitária. Um trabalho junto a jovens aliciados pelo narcotráfico e envolvidas com gangues. Há uma disposição de enfrentamento da violência e nesses processos, você percebe o quanto tem gente com coragem no mundo fazendo arte. E além de fazer arte, eles têm uma consciência de que a arte precisa ser bem feita, com mais afinco. Vejo neles muito estudo, muitos ensaios. Aqui no Brasil foi muito interessante um trabalho feito na Bahia e no Pará de arte junto com a polícia. Outra experiência bacana veio da China com vítimas do terremoto. A arte educadora disse que foi muito desafiador porque ela era muito tímida antes de iniciar esse trabalho. Então perguntaram como ela venceu esse bloqueio e ela respondeu: ‘Pelo coração’. Você percebe que mesmo quando a arte é política, você está trabalhando o ser humano. Isso passa também por um aspecto terapêutico da arte, porque o individual está conectado ao coletivo. A arte pode ajudar as pessoas a serem melhores, centradas no ser humano, mais conectadas umas às outras e antenadas a bons valores.

Como Sergipe pode se firmar nesse cenário mundial da arte educação para a transformação?

Acredito ser importante Sergipe se voltar à sua cultura. Não como algo fechado, mas sim em diálogo com outras culturas e povos. Outra coisa que acho fundamental é levar a sério a pesquisa, o estudo e buscar a beleza, a qualidade artística e, principalmente, o vínculo social bem firmado. Ao trabalhar com jovens você tem um desafio, porque, em certos trabalhos, se ficar somente no contexto tradicional não haverá diálogo. Você tem que fazer o diálogo do tradicional com a cultura urbana, a cultura contemporânea. Pensar na cultura como algo dinâmico. Como a embolada junto ao hip hop, a cultura popular com o rock, como no exemplo do Mangue Beat [movimento musical pernambucano que misturou tradições como Maracatu e estilos novos como o Rock, misturava Josué de Castro com ficção científica, e possuíam letras com engajamento social e ecológico]. Isso na música, mas existem também trabalhos sendo feitos no teatro e na dança. Falo desse diálogo enquanto processo pedagógico e artístico junto a jovens.

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sábado, 10 de julho de 2010

EXPERIÊNCIA DO PROJETO ECARTE SERÁ APRESENTADA EM CONGRESSO MUNDIAL


II FÓRUM POPULAR DE CULTURA - ARACAJU (AUDITÓRIO DO SEBRAE) - 2006 (PARTICIPAÇÃO DE ADOLESCENTES DO PROJETO ECARTE)
Foto: Zezito de Oliveira
Texto: Thiago Paulino

Coloque em prática o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) com arte e transforme em oficinas voltadas para adolescentes da periferia da Grande Aracaju. Assim originou o projeto ECARTE no ano de 2002. A experiência construída com arte-educadores e lideranças comunitárias será apresentada no “VII Congresso do IDEA - Abraçando as Artes de Transformação: Viva a Diversidade Viva!” que acontecerá nos dias 17 a 25 de julho.

Segundo o idealizador do projeto ECARTE, o professor de História, arte-educador e Produtor Cultural Zezito Oliveira, a viagem será uma ótima oportunidade de conhecer outras metodologias de trabalho e divulgar a produção sergipana na categoria de iniciativas culturais e transformação social. De volta a Aracaju, o arte-educador pretende repassar o conhecimento e experiências obtidas durante o congresso. Para Zezito participar de um evento deste porte é fundamental:

“Dentre os aspectos importantes para a participação no congresso do IDEA destaco as possibilidade de ampliação do alcance e a repercussão do Ecarte, colaborando com a ampliação da auto-estima de quem estece envolvido e sentido de pertencimento em relação a Ação Cultural, pelo fato de ser a primeira vez que esta iniciativa é apresentada em um congresso internacional.

Outro aspecto importante é que esta apresentação em Belém, está exigindo uma apuro em termos da sistematização do Projeto Ecarte o que vem proporcionando uma apreensão mais aprofundada do limite e potencial do trabalho realizado, o que trará um avanço bastante significativo em relação aos aspectos qualitativos da assessoria pedagógica, neste momento de revitalização do Projeto Ecarte. “

A participação do ECARTE no Idea 2010 se dará através de uma breve apresentação, utilizando recursos áudio-visuais para abordar pontos como: caracterização do local onde foi realizado; principais agentes envolvidos; idéias que norteiam o trabalho; metodologia das oficinas e resultados alcançados, além de depoimentos de adolescentes e jovens partiicipantes.

IDEA 2010 – A instituição Idea foi fundada em 1992 através da convergência de diversos agentes culturais e educadores que tinham como foco seguir a diretriz de que “todos os seres humanos têm a capacidade e o direito de aprender as linguagens criativas e habilidades necessárias para criar um mundo justo e pacífico”.

Nesta VII edição o Congresso Idea terá uma maior abrangência em relação às edições anteriores. O encontro traz uma nova proposta pedagógica para a educação mundial, que será apresentada direto da capital paraense por representantes de mais de 70 países que formam o IDEA, com apoio da Unesco-Brasil, Aliança Mundial pelas Artes, Ministério da Cultura, Ministério da Educação e diversas instituições de ensino.

Para se ter noção da dimensão do evento seguem alguns números do Congresso: público estimado de duas mil pessoas de todos os continentes; 117 horas, nove dias ininterruptos para criar propostas pedagógicas e transformar as relações sociais nos setores vitais da sociedade como escola, segurança pública e saúde; mais de 400 ações organizadas em debates, conferências, apresentações, palestras, oficinas artísticas, atrações de dança, teatro e música. Os palcos serão as praças, universidades, teatros, escolas e 15 ilhas da comunidade ribeirinha que circundam a cidade.

HISTÓRICO ECARTE - O projeto foi fruto do 1º Fórum Comunitário de Políticas Públicas, realizado em agosto de 2001. Nesse, além dos conferencistas, alguns grupos de teatro e dança, formados por adolescentes da comunidade, foram convidados para, através da arte, mostrar os seus anseios e frustrações com relação ao tema. Por isso, foi iniciada a formação de uma rede de agentes culturais formada por adolescentes e jovens interessados em ampliar a sua atuação na área.

CONJUNTO JARDIM




Fotos: Ronaldo Lima

No período 2002 à 2006, no Conjunto Jardim, bairro periférico do município de Nossa Senhora do Socorro (SE) aconteceram as oficinas do ECARTE. Durante esta época foram proporcionadas, aos adolescentes da região, iniciação às artes cênicas, utilizando o Estatuto da Criança e do Adolescente como tema das coreografias e esquetes teatrais. Aproximadamente 60 adolescentes tiveram oportunidade de descobrir o mundo do teatro e da dança além da consciência dos seus direitos fundamentais.


APRESENTAÇÃO DE INTEGRANTES DA OFICINA DE TEATRO - I MOSTRA ARTE E CIDADANIA - ARACAJU (TEATRO JUCA BARRETO/CULTART) - 2004.




APRESENTAÇÃO DE INTEGRANTES DA OFICINA DE DANÇA - JORNADA DA CONFIANÇA - ARACAJU (GINÁSIO CONSTÂNCIO VIEIRA) - 2005.


APRESENTAÇÃO DE INTEGRANTES DA OFICINA DE DANÇA - I MOSTRA ARTE E CIDADANIA - ARACAJU (TEATRO JUCA BARRETO/CULTART)- 2004.



Em 2010 a meta é atuar em parceria com a Cia de Dança Rick di Karllo que possui um trabalho consolidado no Conjunto Eduardo Gomes, no município de São Cristóvão (SE). Pretende-se atingir 20 crianças e adolescentes, estudantes da rede pública de ensino. O projeto ECARTE é realizado pela organização Ação Cultural que tem como filosofia a utilização da cultura como forma de transformação da realidade social trabalhando nas periferias da região metropolitana de Aracaju.



Reunião para discussão referente a retomada do Projeto ECARTE com integrantes da Cia de Dança Rick di Karllo. (sede da Cia Rick di Karllo - municipio de São Cristóvão – 2009).

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Ibope: brasileiro acha que ensino básico melhorou, mas está preocupado com segurança na escola

Fonte: Portal UOL

Rafael Targino
Em São Paulo
O brasileiro acha que a qualidade do ensino básico público no país aumentou em quatro anos, mas a preocupação com a segurança nas escolas também cresceu. Mesmo assim, educação é considerada uma das áreas mais problemáticas do Brasil. Essa é a conclusão de uma pesquisa feita pelo Ibope e divulgada pelo movimento Todos pela Educação nesta quarta-feira (9).

•Houve melhora do ensino básico público no Brasil? Opine

http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/06/10/ibope-brasileiro-acha-que-ensino-basico-melhorou-mas-esta-preocupado-com-seguranca-na-escola.jhtm

sexta-feira, 30 de abril de 2010

O Portal do Som - Música e Educação


O Portal do Som (1) 

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Divulgação
Fernanda Takai

Zezito de Oliveira · Aracaju, SE
28/1/2010 · 16 · 24
A música brasileira aproximando gerações e rompendo preconceitos

Quem gosta muito de música popular brasileira ficou surpreendido em 2007 com o lançamento do CD "Onde brilhem os olhos meus", gravado por Fernanda Takai, do grupo Pato Fu, com releituras de músicas gravadas por Nara Leão. E dentre estas, a música “Diz que fui por aí”, gravada por Nara e também por Zé Keti, criador da canção.

Nesta gravação, considero bem interessante o andamento da música — cantada e tocada de forma mais lenta, ficando algo bem próximo a uma balada pop —, como pode-se perceber pelo toque da bateria e pela batida do violão. Não imaginava ouvir um samba tradicional dessa maneira. Causou-me muita alegria ouvi-lo nesta nova versão. E, Importante para o resultado final não esquecermos a “delícia” que é ouvir a voz de Fernanda Takai.

O cantor e compositor Zé Keti é um renomado sambista que teve uma trajetória de sucesso no Rio de Janeiro, tendo no show Opinião, símbolo da resistência cultural à ditadura militar nos anos 60, e no registro fonográfico do evento, um marco fundamental em sua carreira. O carioca Zé Keti é um autor ligado a um gênero musical tradicional, além de outros (boleros, forró, toadas e modinhas) que aprendi a respeitar e gostar , ouvindo, a partir de meados dos anos 70, releituras nas vozes de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Maria Bethânia, Novos Baianos etc.

E essa ampliação do espectro do gosto musical não ficou apenas por aí; até compositores da música caipira paulista, como João Pacifico, através de uma gravação de Beth Carvalho, em meados da década de 80, ganhou a minha predileção (cd Na Fonte de 1981). A partir daí, fiquei despertado para mais ouvir composições da autoria desse compositor. E quem tornou isso possível foi a iniciativa do Antônio Fagundes. Ele mesmo! O bem sucedido ator de novelas, que gravou um disco muito bom de se ouvir, com acompanhamento de coro e de um conjunto sinfônico, somente com músicas do velho e bom compositor paulista.

Dentre as primeiras regravações/releituras que ouvi, em meados dos anos 70, a música “Coração Materno”, do Vicente Celestino, regravada por Caetano Veloso, marcou-me bastante, pelo fato inusitado que representou na época. Tal qual muita gente, tomei um susto! Porque, apesar de minha pouca idade na época, eu já tinha ouvido, de forma indireta, uma música ou outra de Vicente Celestino, e sua obra representava, para as novas gerações que “curtiam” as músicas da moçada que surgira com os festivais ou na onda da “jovem guarda”, aquilo que de mais atrasado, cafona e careta poderia existir.


Dentre estas, destaco em especial os dois LP´s — sucessos de público e de crítica — com músicas exclusivas dos compositores Dorival Caymmi e Ary Barroso, lançadas no mercado por Gal Costa nos anos de 1976 e 1980. Destaco também a antológica gravação de “Índia”, uma guarânia, estilo musical bastante comum no Paraguai e nas cidades brasileiras de fronteira com nossos hermanos latino-americanos, cuja primeira gravação de sucessso no Brasil foi realizada pela dupla Cascatinha e Inhana, em 1952. Sendo que “India” é uma das músicas preferidas de minha mãe.

E é nisso que reside uma das principais contribuições do movimento tropicalista na cultura brasileira: propiciar as novas gerações compreender, respeitar e até mesmo admirar alguns compositores e cantores que apresentaram músicas que fizeram parte da história de vida de nossos pais e avós, nos proporcionando também entrarmos em sintonia com os sentimentos, emoções e valores, como também dos acontecimentos cotidiano daqueles que nos antecederam. E isso a música dos grandes compositores de todos os tempos faz muito bem.

Outras regravações/releituras que me marcaram: Uma produzida nos anos 80, a de “Luar de Sertão”, do compositor Catulo da Paixão Cearense, realizada em um belo e emocionante dueto de Milton Nascimento com Luiz Gonzaga e, mais recentemente, uma dobradinha musical de Jair Rodrigues e Rappin Hood, em torno da música Disparada, do Geraldo Azevedo e Téo de Azevedo, um dos maiores sucessos dos festivais dos anos 60.

E isso prossegue, quando garotos e garotas ouvem regravações/releituras de músicas de Chico Buarque, Cartola, Roberto e Erasmo Carlos, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Noel Rosa e de outros clássicos, na voz de Chico Science,Skank, J. Quest, Rapin Hood, Maria Rita, Vanessa da Mata, Adriana Calcanhoto e tanta gente nova. Isso garante que a permanência na memória nacional do que temos de melhor na arte musical brasileira perdurará além do período histórico em que foram concebidas, assim como acontece com a música erudita de Bach, Mozart, Techaikovsky, Beetoven e de tantos outros.

O inverso também ocorreu com os cantores da “velha guarda” que regravaram músicas de compositores da nova geração. Na década de 70, Orlando Silva e Luiz Gonzaga fizeram isso e no final da década de 80, Nelson Gonçalves gravou Cazuza, Lobão, Kid Abelha. Também ao ouvir “Nada por mim” originalmente gravado pelo Kid Abelha na voz do cantor de “boemia” fiquei muito feliz e também satisfeito pela forma “abolerada” como Nelson Gonçalves interpretou a canção.

Sobre Luiz Gonzaga e o forró pé-de-serra, na década de 70, tornou-se novamente merecedor de atenção de parcela importante da juventude a partir da inclusão de músicas que fizeram sucesso na voz do velho Lua, nos discos de Caetano, Gil, Gal e Bethania, além da presença do jovem Dominguinhos que adentrava no cenário da música brasileira em alguns momentos, na companhia dos tropicalistas.

Por último, uma grata surpresa chega em minhas mãos no ano de 2009, o CD da cantora baiana Patrícia Costa, com releituras de músicas que fizeram sucesso no período áureo da chamada axé music — década de 80 e meados de 90 do século passado, em versão acústica e com um estilo intimista e delicado. É incrível como músicas que agitaram as ruas quando cantadas em ritmo frenético próprio se transformaram em melodias suaves e tranqüilizantes!

Bom para ouvir especialmente após um dia de trabalho, quando coloco a rede no quintal, ligo o som, coloco o CD Acústico Bahia da Patrícia, e fico ouvindo as músicas na companhia da lua e das estrelas (tendo às vezes ao lado a mulher companheira), sem esquecer, é claro, de intercalar com todos aqueles já citados, como também com o trabalho musical de outros ritmos e cantores/compositores não citados nesse texto.

Afinal, boa música pode ser encontrada em todos os ritmos, tempos e lugares.

P.S.:
Ouça "Luar do Sertão" na versão de Maria Bethania.
Ouça "India" na versão de Roberto Carlos.
Ouça "Diz que fui por aí" na versão de Seu Jorge e Luiz Melodia.

Se alguém perguntar por mim, veja a programação do projeto verão de Aracaju, edição 2010, em especial a do dia 04/02/10 e saberá onde me encontrar.


O Portal do Som ( 2) - Música e Tragédia Urbana.


Recentemente, algumas tragédias urbanas — em especial a relacionada ao assassinato do cartunista Glauco e do seu filho, Raoni — me trouxeram à lembrança alguns versos da canção "Muros e Grades"( “Nas grandes cidades, no pequeno dia-a-dia, o medo nos leva tudo, sobretudo a fantasia...”), um grande sucesso dos Engenheiros do Hawaii, e uma das canções que fez parte da trilha sonora da vida de uma “banda” da geração 80. (1)

Falo em banda querendo aqui me referir a uma parte da juventude, pois outras juventudes estavam ligadas em outras vertentes musicais, mesmo que, em muitos casos, a matriz de origem fosse o mesmo rock brazuca que despontava com toda força, a partir do início da década.

“Os artistas são as antenas da raça”, disse Ezra Pound. E confirmamos isso quando paramos para ouvir com mais atenção algumas das canções gravadas pelos Engenheiros e por outras bandas musicais surgidas naquele período, como: Legião Urbana, Titãs, Ultraje a Rigor, RPM,Paralamas do Sucesso, Capital Inicial, Ira, Barão Vermelho, Camisa de Venus etc..

Assim como ocorreu com as gerações que os antecederam, em especial as dos anos 60 e 70, perceberemos que a geração 80 também foi capaz de mostrar e refletir acerca das muitas mazelas daquele tempo, as quais não pararam de aumentar, chegando ao atual estágio de mal estar e insegurança que vicejam por tantos lugares.

Tempos de semeadura ideológica para o triunfo do modelo neoliberal, cujo ponto alto se dá com o “Consenso de Washington”, que recomendou a menor interferência possível por parte do estado nos rumos da economia, com os consequentes cortes de investimentos nas áreas sociais, arrocho salarial, precarização das relações de trabalho, redução e “flexibilização” de direitos trabalhistas, redução do papel regulador da economia por parte do Estado. (2)

Temos no exagero dessa ideologia, em especial na sua relação com o mercado financeiro, a causa principal da crise internacional que abalou a economia mundial em 2009, resultando em dor e sofrimento para milhões de pessoas, principalmente nos Estados Unidos, Japão e na Europa.

Estas questões relacionadas as facilidades para a penetração dessas idéias na década de 80 podem ser percebidas na letra da música Ideologia (1987), de Cazuza, que nos lembra da perplexidade que se estabelece no seio de parcela da juventude em função da falta de modelos de referenciais teóricos e práticos para sustentar a luta para a construção de uma nova sociedade, entre outros motivos, agravado pela derrocada da ampla maioria dos regimes comunistas que alimentaram a esperança de uma parcela da juventude, de artistas e de intelectuais na construção de um mundo melhor e pela mudança de lado, por parte de alguns expoentes da contra cultura ou da esquerda marxista, que assumiram idéias e atitudes de defesa do status quo.

A despeito disso, como os espaços de liberdade no Brasil eram muito limitados, naquele momento, muitos que tinham entre 15 e 30 anos, mesmo sem encontrar referencias mais sólidos em termos de ideologias, se envolveram em diversas formas de participação política, cujo ápice acontece com a campanha Diretas Já, exigindo eleições diretas para presidente da república

E como tema da campanha das Diretas Já, temos a canção Inútil (1983), do grupo Ultraje a Rigor. “A música, que nasceu de pequenos fatos relacionados ao país (a primeira frase da canção foi inspirada numa frase de Pelé), ganhou cunho político e social quando o então mestre-de-cerimônias Osmar Santos tocou “Inútil” para 10 mil pessoas, no primeiro comício pré-eleição diretas, em São Paulo (...). Num outro golpe de sorte e publicidade espontânea, o deputado Ulysses Guimaraes chamou a atenção para a letra da canção em um discurso na Câmara Federal.”(3)

Outra banda que “explodiu” durante alguns poucos, mas intensos anos de sucesso (1985 a 1988) foi o RPM, um fenômeno pop que me lembrou o que se sucedeu com o “cometa” Peter Framptom, em meados da década de 1970, quando no início da adolescência ouvia Baby, I Love your way,I’m in you e Show Me the Way pelas ondas do rádio.

Embora tenha se destacado apenas com “Alvorada Voraz”, em termos de protesto social e político, o RPM fez um gesto que me chamou a atenção, a atualização de alguns versos quando da regravação da mesma canção, no ano de 2002.

Na primeira versão, eles se detiveram em fatos políticos e criminais de destaque, que antecederam a década de 1980 , como crimes do colarinho branco e nas torturas: “O caso Morel, o crime da mala, Coroa-Brastel, O escândalo das jóias. E o contrabando, e um bando de gente importante envolvida (...) Juram que não torturam ninguém.”

E, na segunda versão de “Alvorada Voraz” , as questões selecionadas foram do final do final dos anos de 1980 até aquelas dos anos 2000, “O caso Sudam, Maluf, Lalau, Barbalho, Sarney. E quem paga o jornal é a propaganda, pois nesse país é o dinheiro quem manda (...) E juram que não corrompem ninguém”.

E, como se sabe, o roubo do dinheiro público é um dos responsáveis pela “tragédia urbana”, na medida em que compromete o investimento público em geração de emprego e renda, educação, saúde, cultura, moradia, trânsito, esporte e lazer.

Já em outra vertente mais pessoal e existencial, sem perder a conexão com os aspectos sociopolíticos, não se pode esquecer de Renato Russo e seus parceiros da Legião Urbana, em função da quantidade e da diversidade de problemas do cotidiano de adolescentes e jovens, abordado por eles em suas composições.

Um exemplo disso é Faroeste Caboclo, maior sucesso radiofônico de 1988, presença obrigatória em bailinhos, sempre cantada em coro. Ao tentar explicar o sucesso da música, Renato Russo afirmou, naquele mesmo ano, que, entre outros motivos, “Fora o fato da música falar de um cara que está sofrendo altas dificuldades, tentando manter sua honra, as pessoas se identificam com isso”.(4)

Em Pais e Filhos, " É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã" um dos maiores sucessos do grupo, podemos identificar elementos muito próximos do drama existencial e familiar vivido pelo assassino de Glauco e de Raoni, conforme mostrado pela imprensa.

“Quero colo, vou fugir de casa, posso dormir aqui com você? (...) Eu moro com a minha mãe, mas meu pai vem me visitar. (...)”. E, como conseqüência, a tragédia atinge o ápice com: “ela se jogou da janela do quinto andar” ou no caso relacionado: Ele mata duas pessoas e, na fuga, quase tira a vida de uma terceira.

Em Aloha, Renato Russo assume o protesto juvenil de forma mais ampla, afirmando: “Será que ninguém vê o caos em que vivemos? Os jovens são tão jovens e fica tudo por isso mesmo, A juventude é rica, a juventude é pobre. A juventude sofre e ninguém parece perceber.”

E concluo ampliando o raciocínio do compositor e ainda faz muito mais gente sofrer. Ainda trazendo mais idéias abordadas nos versos da letra da canção “Muros e Grades”, vale a pena procurarmos saídas para aquilo que seus autores descrevem como uma vida superficial, sem sentido e absurda.

Na composição “Comida”, dos Titãs — um dos grandes sucessos da banda naqueles anos —, encontramos a afirmação enfática do fazer artístico como uma das possibilidades para superar ou amenizar as angústias ou ansiedades da(s) galera(s): “A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”.

Afinal, como afirmou Vanderley, professor de história, artísta plástico e escritor, no II Fórum Popular de Cultura (2006), “quando a gente se nega a ser criativo e criador, nós negamos a nossa condição humana e a nossa humanidade”.

E para ampliar os horizontes sobre as questões aqui postas em foco pelas composições selecionadas por nós, recomendamos a leitura do excelente artigo “Um Sentido para a Vida”, do Frei Betto, um cara que viveu a adolescência e a juventude bebendo na fonte daquilo que melhor foi produzido nas década de 60, 70 e 80, em matéria de arte, espiritualidade,filosofia e política, o qual, hoje, já com cabelos brancos, esbanja uma vitalidade que inspira garotos e garotas de todas as idades.


NOTAS:

(1) – No auge do sucesso eu não era nem tão ligado nos Engenheiros do Hawaii e no Legião Urbana. Na verdade, as minhas bandas de rock preferidas eram a Cor do Som e o 14 Bis, cuja sonoridade não eram nem tão “rock” assim, por causa da influências daquilo que era chamado na época de MPB, que em matéria de música era o que me atraía mais,e, em menor grau, o folk, a música latina e alguns clássicos do rock .

(2) – No universo do debate dos problemas nacionais, muita gente não vê com bons olhos a explicação das questões da violência urbana, como intrinsecamente relacionadas às desigualdades, no tocante a má distribuição de renda, concentração de terras e, a incapacidade da maior parte das nossas elites dirigentes, em utilizar o estado como instrumento da melhoria do padrão de vida da maioria da população. Este pensamento é bastante disseminado por meio de radialistas e apresentadores de televisão, “abutres” que se nutrem das tragédias urbanas para conquistar audiência e, em alguns casos, votos.

“Ora senhores, certo perdestes o senso” porque basta comparar a nossa situação em matéria de criminalidade com os países do norte da Europa, Dinamarca, Finlândia, Suécia,Noruega entre outros, para percebermos a grande diferença.

Como estes países têm uma das distribuições de renda mais igualitária, serviços públicos de excelente qualidade e um sistema de proteção social primoroso, os indicadores de violência urbana são baixíssimos.

(3) ALZER, Luiz André e CLAUDINO, Mariana. Almanaque Anos 80. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004

(4) ALEXANDRE, Ricardo (org). História do Rock Brasileiro (Vol. 3). São Paulo: Editora Abril, s/d.

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O Portal do Som (3) - Sergipe para exportação 

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Vista aérea de Aracaju

Zezito de Oliveira · Aracaju, SE
29/8/2010 · 11 · 9
MÚSICA SERGIPANA TIPO EXPORTAÇÃO
Mais uma noite de puro deleite estético/musical em 2010, vivida por mim, juntamente com muita gente “bonita” como disse uma das pessoas que nos acompanhou na Cantoria, organizada pelo grupo de forró Casaca de Couro no restaurante O Paiol em uma noite de sexta-feira (20/08).

O time bem escalado para aquela noite, foi composto de quatro violeiros sergipanos: Muskito, Sena, Joaquim Ferreira e Nino Karvan, participaram também o poeta popular João Brasileiro, o percussionista Tom Toy e os violeiros convidados Josino Medina (Vale do Jequitinhonha), Dinho Oliveira (Vitória da Conquista) e Paulinho de Jequié.

Uma apresentação que me chamou a atenção foi a do cantador do vale do Jequitinhonha, Josino Medina, que traz um som de viola, de dupla matiz sonora, do nordeste e do sudeste, fruto da localização do vale do Jequitinhonha e a de Nino Karvan, que trouxe um toque urbano, agregando novidade ao estilo. Momento emocionante foi todos juntos cantados clássicos como Romaria (Renato Teixeira) e Cio da Terra (Chico Buarque e Milton Nascimento).

No final, para dançar, o autêntico forró do grupo Casaca de Couro, o qual não ficou nada a dever as noites em que o grupo se apresentou no Complexo Cultural “O Gonzagão” nos anos de 2007, 2008 e 2009. Considerado, conforme pesquisa junto ao público presente, como um dos três melhores pé de serra da programação organizada quando estivemos a frente daquela tradicional casa de forró.

Tenho ótimas lembranças sonoras de outras noites em 2010. Noites nas quais aconteceram quando estivemos presentes ao show da Patricia Polayne em duas ocasiões, em uma concha acústica da UFS e no pub Capitão Cook, “o que é bom é para ser visto e revisto”.

E para completar, também estivemos presente no surpreendente show de lançamento do CD de Pantera e em uma noite de apresentação do Maria Scombona antecedendo a entrada da Fernanda Takai no Festival de Verão.

Outra noite memóravel foi aquela da gravação do DVD da dupla Chico Queiroga & Antônio Rogério Mesmo não estando presente, pude captar através do DVD as boas energias, ou as “vibrações positivas” repetindo o bordão de um empresário e politico sergipano ligado ao segmento da cultura de massa baiana.

Uma característica que me empolgou em todas elas, daí o titulo deste artigo, foi o alto grau da qualidade da produção, tanto da parte dos artistas e músicos, como da área técnica, em especial quanto ao som e iluminação.

Também gosto do estilo das composições da Patricia, do Chico&Rogério, do Edelson Pantera e do grupo Maria Scombona pelo fato de serem músicas de gente daqui, mas que sabe incorporar outras matizes sonores. E através disso compor uma interação estética bastante criativa de elementos locais com outras vertentes da musicalidade nordestina, brasileira e universal.

Ao contrário, as músicas de cantoria, também me atraem pela aproximação que esse estilo de música guarda com relação às raízes populares, notadamente do interior nos proporcionando manter conexões bem profundas com o sertão que está dentro de nós e que está em toda parte, como disse Guimarães Rosa.

E é bom que seja assim, é bom poder apreciar música sergipana de alto nivel e cujo sonoridade, ritmos e letras trate das nossas questões, em sintonia com o que circula pelas antenas por sobre as nossas cabeças.

Como também aquelas que nos sintoniza com as antenas que estão dentro da gente, em especial com aquilo que nos vincula a terra, as águas, aos animais, as plantas, aos mitos , aos modo de pensar e viver dos nossos antepassados que viveram ou que ainda vivem no campo.

A esse propósito, o restaurante O Paiol em funcão de estar em um espaço cujo verde é um componente bem presente, além da terra e a circulação do ar, proporcionada pelo fato da área coberta não ocupar todo o terreno. Isso me pareceu um elemento muito importante para a composição do cenário e do clima.

Algo que me lembrou a contribuição que o mar proporcionava ao sucesso da casa de forró Candeeiro que, durante alguns anos funcionou sob as areias e circundadas pelos coqueiros da Praia de Aruana.

CADA SOM PUXA UMA LEMBRANÇA
No show da Patricia Polayne realizada em uma concha acústica rodeada por grama e árvores dentro da UFS também senti a natureza como uma parceira importante para o sucesso da noite. O elemento cênico em termos de figurino e adereços, a percussão, bem como os movimentos corporais e faciais da cantora foram muito importantes para o sucesso do show.

Muito bom e evidente perceber nas composições e nos arranjos, referências do movimento musical conhecido como Mangue Beat .

Quanto ao show do Pantera a minha surpresa foi assistir ao show de um artista sergipano, com um sonoridade que em alguns momentos me transportou para um tempo e um lugar diferente de onde eu estava, cidades velhas, gente simples, bairros antigos, com crianças brincando, pessoas na calçada, árvores no quintal, frutas colhidas no pé.

Sensações iguais quando ouço algumas músicas do Chico Buarque, do Ivan Lins, de Caetano e Gil, do Boca Livre, e principalmente do Milton e de seus companheiros do clube da esquina ou das composições instrumentais do Wagner Tiso e do Egberto Gismonti.

E sobre a influência do som do Clube da Esquina na obra de Pantera: foi a surpresa mais agradável daquela noite. A produção, em matéria de arranjos, ficou a cargo de Toninho Horta que também se fez presente como músico, tendo sido homenageado por Pantera em uma composição totalmente dedicada ao Toninho.

IMPACTOS POSITIVOS
Percebi no material de divulgação dos shows, Cds e Dvds da Patricia Polayne e do Chico & Rogério a marca do Governo Federal através do Projeto Pixinguinha. Isto possibilitou a melhoria do padrão de qualidade técnica e artística, no caso dos arranjos e da qualidade da gravação, tanto em aúdio com em video, bem perceptível para quem esteve presente aos shows e/ou que adquiriram o material gravado.

Este fato, aliado aos outros programas de fomento e incentivo a cultura demonstra o impacto positivo que isso está proporcionando para a cadeia produtiva da música.

Para que isto se amplie e se consolide espero que as universidades invistam em estudos e pesquisas sobre os impactos culturais, econômicos e sociais e certamente com o estimulo financeiro dos governos estaduais e federal, através dos bancos oficiais e com recursos diretos do Ministério da Cultura, muito mais poderá ser realizado neste campo.

Outro aspecto urgente em termos políticos é a democratização do acesso. E uma forma de realizar essa democratização é possibilitar a mais universidades públicas e entidades da sociedade a concessões de canais de rádio e tvs.

Aqui em Sergipe a entrada no ar da Rádio UFS, bem como a reformulação da programação da Rádio Aperipê e Aperipê TV , com a chegada dos novos gestores que assumiram em função da vitória do governador Marcelo Deda (PT) no ano de 2006, está possibilitando um ganho muito promissor para artistas sergipanos, cujas músicas dispunham de pouco espaço para chegar ao público.

Para concluir, é muito importante mais investimento na circulação de espetáculos artísticos e oficinas culturais na rede de escolas e universidades públicas.

Essa medida é imprescindível para ajudar tanto na formação de platéia, como para ajudar a tornar a escola um espaço mais completo em termos educativos. Afinal, como sabemos, nos tempo atuais uma escola que não interaja com a cultura brasileira, não atende completamente aos saberes e fazeres necessários para a educação do futuro.

Do contrário, ruim para a cultura, cujo lixo cultural continuará ganhando cada vez mais corações e mentes. E pior ainda para a escola que continuará sendo um local, cujo interesse e satisfação será cada vez menor em relação aquele proporcionado pela televisão e pela internet.

Como estamos em época de eleições, eleger ou reeleger governos e parlamentares comprometidos com estas bandeiras é tarefa de todos nós. Disso depende a viabilização de condições para que muito mais brasileiros possam se deleitar de prazer em termos estéticos/culturais, com reflexos positivos para a educação, para a economia, para a saúde e para a segurança pública.

P.S: (1)Na última viagem que realizei a Belém do Pará, em julho, pela primeira vez levei CDs de música sergjpana para presentar aos organizadores de um congresso internacional de arte-educação e para parentes que moram na região. No primeiro caso utilizamos CDs doados, além de livros, folhetos sobre turismo e cultura de Sergipe. No segundo caso, custeamos as despesas de aquisição, favorecido pelo preço acessível proporcionado pela apoio do Projeto Pixinguinha a tiragem do trabalho do Chico&Rogério e da Patricia Polayne. O que nos motivou, entre outras razões, está descrito no titulo e em toda a argumentação

(2) Clique abaixo para conferir experiências exitosas da parceria escola e grupos/linguagens artísticas.


Circuito Escolar Maria Scombona

Projeto Estatuto da Criança e do Adolescente com Arte.


Infelizmente muito aquém do que necessitamos. O que fazer para que o MEC e o MINC,bem como as respectivas secretarias de educação e cultura dos estados e municípios dialoguem para que isto seja ampliado dentro do universo escolar? Que tal Pontos de Cultura Itinerantes voltados para a promoção de oficinas/seminários para professores e alunos e a circulação de espetáculos no seio das escolas?

Caso você seja um participante ou conhecedor de iniciativas que façam interagir escolas com grupos/linguagens artísticas, disponibilize o link em "comentários" .

(3) - Confira um exemplo da repercussão de um show da Patricia Polayne no dia 24/08 em Sampa.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Cultura e educação

Leonardo Brant
fonte:
http://www.culturaemercado.com.br/ideias/cultura-e-educacao-2/

Um dos assuntos mais controversos (e menos discutidos) das políticas culturais é a relação intrínseca da cultura com a educação. Vivemos uma espécie de trauma pós-separatório, influenciado por um tratamento periférico nos tempos que o MEC (Ministério da Edução e Cultura) ainda incluía seu irmão mais pobre. Está na hora de superá-lo e avançar na discussão sobre a educação, propondo soluções para o grande problema estrutural do Brasil: formar a maioria jovem e prepará-la o novo país que desejamos construir.

Não há nada mais gritante do que o abismo e a falência do sistema educacional brasileiro. Embora consuma grande parte do orçamento, o arcaismo bancário que tomou conta da educação impede os avanços necessários para alçarmos um novo patamar, que inclui ampla garantia dos direitos culturais, da livre informação e expressão.

Em todos os grandes modelos e metodologias educacionais, o exercício das expressões artísticas e culturais têm se de revelado como um denominador comum. Nada mais lúdico, criativo e inspirador do que a cultura da convivência, inerente às atividades artísticas e culturais, seja ela uma visita ao museu, o aprendizado do teatro ou a análise crítica da mídia. Não podemos mais admitir que o nosso futuro seja dominado por uma educação burocrática, baseada numa estrutura funcional da ditadura militar, preparando sub-cidadãos, acomodados com o Estado-pai, incapazes de agir e participar da vida cultural e política.

Paulo Freire é o grande mestre inspirador de escolas e sistemas educacionais em todo o mundo. Sua pedagogia crítica, no entanto, não foi incorporada, além da apropriação indébita do discurso comum às nossas estruturas políticas, em nossa educação. Sua inspiração, no entanto, foi bem absorvida em escolas particulares que servem a elite. Meu filho estuda em uma dessas escolas e observo os avanços em relação à educação pública que eu tive, e que só piorou da ditadura pra cá.

Um novo projeto educacional precisa ser desenvolvido urgentemente no país. As políticas culturais não podem se abster a esse processo. As interações entre MinC e MEC foram insuficientes e fracassadas. Partiam do princípio da contribuição da cultura à educação. Avanços como a inserção de elementos e referências africanas e indígenas no processo de formação são interessantes, mas insuficientes para o tipo de desafio que temos pela frente.

A Internet, as redes culturais, a cultura colaborativa e a possibilidade de acesso ao conhecimento e exercício da expressão são elementos que não podem faltar ao cardápio educacional do país. As escolas precisam abrir suas portas para comunidades, deixando de ser prisões para transformar-se em equipamentos culturais, com projeções de filmes independentes, que abordem a complexidade humana, além dos mitos fabricados em Hollywood, peças de teatro e exposições, com programação das próprias comunidades e de outras, a partir de um sistema artesanal, simples e desburocratizado (quase tribal) de trocas e circulação de cultura. Enfim, precisa deixar de ser escola para se tornar ponto de cultura.

Grades curriculares deveriam ser queimadas em praça pública. O conhecimento precisa ser construído a partir do indivíduo e da comunidade para o mundo e não de Brasília para os quatro cantos do país. Isso sim é um dirigismo cultural que precisa ser superado por todos nós. Precisamos celebrar a capacidade de cada bairro, distrito, município, de cuidar da formação de suas crianças. A sociedade precisa se envolver com o processo de formação de seus indivíduos. Estado nenhum dará conta disso. O ditador já não dava, quanto mais este neoliberal em que nos atolamos.

A educação precisa ser uma responsabilidade de todos nós. E só será a partir do reconhecimento de sua dimensão cultural.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

AÇÃO SOLIDÁRIA E CULTURAL EM PROL DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES DOS CONJUNTOS: JARDIM, EDUARDO GOMES E BAIRRO AMÉRICA.

PROMOÇÃO: Ong Ação Cultural e parceiros locais: Conj. Jardim (Associação Renovadora dos Moradores do Conj. Jardim) e Conj. Eduardo Gomes (Academia Rick di Karllo) .
Apoio: Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE).

VAMOS PRECISAR DE TODO MUNDO, UM MAIS UM É SEMPRE MAIS QUE DOIS!

A Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) está promovendo a Ação para Crianças cujo objetivo principal é somar esforços para garantir os direitos de crianças e adolescentes no Brasil.

A campanha funciona da seguinte maneira:
O primeiro passo é reunir o grupo de ação social da sua comunidade e conversar sobre a Campanha.

Para isso, quem mora no Conjunto Jardim e está interessado em saber mais sobre a campanha está convidado para participar da reunião neste sábado (07/11) às 19 horas, na sede da Arconj (Associação Renovadora dos Moradores do Conjunto Jardim).
AV C Nº 281 PRÓXIMO AO SUPERMERCADO LIMA

O objetivo dessa reunião é levantar informações sobre o que precisamos fazer para somar esforços, visando através da promoção de uma oficina de dança, divulgar o Estatuto da Criança e do Adolescente e com isso garantir que ele seja utilizado como instrumento de reivindicação e garantia de direitos.


GRUPO POP DANCE - FORMAÇÃO DE 2005 - APRESENTAÇÃO NO SESC SIQUEIRA CAMPOS - ARACAJU - SE


OFICINA DE DANÇA ECARTE - 2006 - COLÉGIO LEÃO MAGNO BRASIL - CONJ. JARDIM - SOCORRO - SE


O segundo passo é encontrar uma organização que trabalhe pelos direitos das crianças e adolescentes e que tenha um bom pequeno projeto.


Em Sergipe, a proposta enviada pela CESE, encontrou na Ação Cultural um endereço certo, porque a sua missão de acordo com o art. 2º do Estatuto que encontra-se em vigor é: Criar condições e oportunidades para que crianças e jovens possam desenvolver plenamente o seu potencial como pessoas utilizando programas culturais com conscientização cidadã.

E, porque alguns daqueles que a compõe, estiveram a frente do Projeto Ecarte, nos anos de 2002 a 2006, época em que foi promovido no Conj. Jardim.

O projeto Ecarte (Estatuto da Criança e do Adolescente com Arte), se propõe: Tornar conhecido o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) através da dança e do teatro, para que os principais interessados utilizem a lei a seu favor.
O projeto contou com o apoio local da Paróquia Nossa Senhora Rosa Mistica, Colégio Leão Magno, Associação de Moradores, do Grêmio Estudantil Zumbi dos Palmares (Colégio Leão Magno) e Farmácia Menezes.
Os apoios financeiros externos foram a CESE e
a missionária católica Maria Heule.

O terceiro passo é realizar a Ação de Mobilização de Recursos.
Para este momento a CESE se propõe a colaborar dobrando o valor de uma campanha de mobilização de recursos.

Exemplo: A previsão de orçamento para o projeto Ecarte (edição 2010) é de R$6.000,00
Os grupos mobilizadores de cada uma das comunidades (Jardim, E. Gomes e Bairro América) precisam conseguir R$3.000,00 (R$1.000,00/cada comunidade).
Para que a CESE entre com mais R$3.000,00
Este recurso será utilizado para o pagamento de uma ajuda de custo aos oficineiros e responsáveis pela supervisão técnica artistica e pedagógica, além da compra do material artistico e pedagógico.
Como na primeira fase do projeto, contaremos com a colaboração de voluntários.


A CESE ainda fará mais:
Oferecerá cartazes, panfletos e camisetas para apoiar a Ação de Mobilização de Recursos.

Também coloca a disposição do grupo um Guia de Mobilização de Recursos. Nele, o grupo terá acesso a:

Passo a passo para fazer uma campanha de mobilização de recursos;
Exemplos de ações que deram certo;
E sugestões de ações a serem realizadas.

E tem mais, o projeto indicado vai aparecer num programinha de televisão.

A CESE QUER MULTIPLICAR A SOLIDARIEDADE E APOIAR EM DOBRO INICIATIVAS PELA GARANTIA DOS DIREITOS DA INFÃNCIA E DA ADOLESCÊNCIA.

Algumas possibilidades para arrecadar recursos:


Solicitação de apoio via mala direta
Pedido de doações de porta em porta
Show beneficente
Sessão de cinema
Evento esportivo
Evento gastronômico
Evento cultural
Bazar / brechó / quermesse
Leilão

Quais são as outras possibilidades?

Para obter informações sobre a campanha acesso o blog: http://projetoecarte.blogspot.com
Lá você encontra fotos, textos e videos referentes ao projeto Ecarte e parceiros.
Para contato com os coordenadores, utilizar o e-mail: ongacaocultural@yahoo.com.br e/os telefones: 9993-4483 (Prof. Zezito) e 8815-1116 (Prof. Maxivel).




GRUPO DE ALUNAS APRESENTANDO RESULTADO DE TRABALHO PEDAGÓGICO COM DANÇA - ANO DE 2006 - COLÉGIO LEÃO MAGNO BRASIL - CONJUNTO JARDIM - SOCORRO - SE